Com saída de Ratinho Júnior, Caiado ganha força no PSD e amplia espaço na corrida presidencial de 2026

Governador de Goiás passa a ocupar posição ainda mais estratégica no partido, enquanto apoiadores de diferentes regiões do país veem nele o nome mais competitivo da legenda

Foto: Renato Santos.

A decisão de Ratinho Júnior de deixar oficialmente a corrida presidencial alterou o ambiente interno do PSD e abriu ainda mais espaço para o avanço político de Ronaldo Caiado no debate nacional. O governador do Paraná anunciou em 23 de março de 2026 que concluirá seu mandato e não participará mais da disputa pelo Palácio do Planalto, o que reposiciona o tabuleiro da legenda num momento decisivo da pré-campanha.

Com Ratinho fora do páreo, a disputa interna do PSD passa a se concentrar com mais nitidez em torno de nomes como Eduardo Leite e Ronaldo Caiado. Leite já havia oficializado sua pré-candidatura no último dia 6 de março, enquanto Caiado reforçou sua movimentação nacional após oficializar sua filiação ao PSD em 14 de março, assumindo de vez o protagonismo dentro da sigla.

Nesse novo cenário, Caiado surge como um dos nomes mais fortes do partido para encabeçar um projeto presidencial. O governador de Goiás tem reiterado que deseja protagonismo e que o PSD não pode ser mero coadjuvante no processo eleitoral, mas sim apresentar uma candidatura própria, competitiva e capaz de dialogar nacionalmente.

Na avaliação do cientista político Paulo Melo, a saída de Ratinho Júnior fortalece diretamente a posição de Caiado dentro da legenda. Para ele, o governador goiano reúne atributos que o colocam em condição real de disputar a indicação partidária. "Ronaldo Caiado tem, sim, grande possibilidade de ser o candidato do PSD à Presidência da República. Ele carrega esse sonho político de forma legítima, tem trajetória, experiência administrativa, presença nacional e reúne atributos que o colocam como um nome competitivo dentro do partido. Com a saída de Ratinho Júnior da disputa, Caiado passa a ocupar um espaço ainda mais relevante no tabuleiro interno do PSD."

Paulo Melo observa ainda que esse projeto político de Caiado não nasceu agora, mas amadureceu ao longo do tempo. Em sua leitura, o momento atual dá mais densidade à pretensão presidencial do governador de Goiás. "Caiado nunca escondeu que sonha em disputar a Presidência da República, e hoje esse projeto ganha ainda mais densidade. Dentro do PSD, ele passa a ser um dos nomes mais viáveis para representar o partido em 2026, especialmente pela sua firmeza política, experiência de gestão e capacidade de dialogar com setores importantes do país."

O próprio Caiado tem adotado um discurso de respeito aos demais nomes do partido, mas sem abrir mão do protagonismo. Em tom de conciliação e firmeza,Caiado disse que respeita a pré-candidatura de Eduardo Leite, reconhece sua legitimidade no debate interno, mas segue como pré-candidato à Presidência e acredita que pode construir uma candidatura forte com o apoio do partido, inclusive de Ratinho Júnior. Ronaldo Caiado comentou: "Respeito o governador Eduardo Leite, que tem toda legitimidade para apresentar seu nome e defender suas ideias. Da minha parte, sigo como pré-candidato à Presidência da República, porque acredito que o Brasil precisa de experiência, coragem e capacidade de gestão. Com a saída de Ratinho Júnior da disputa, o diálogo interno no partido ganha ainda mais importância, e eu espero contar também com o apoio dele na construção desse projeto nacional."  

Essa percepção também aparece, em manifestações de apoiadores de diferentes regiões do Brasil. Em Manaus, no Amazonas, Viviane Santos avalia que Caiado transmite segurança política e preparo administrativo, resumindo o sentimento de muitos simpatizantes ao afirmar que ele hoje é, para muita gente, o melhor nome do PSD para disputar a Presidência.

No Nordeste, Pedro Figueiredo, de Fortaleza, vê em Caiado um nome de coragem e liderança, alguém com experiência suficiente para representar o partido em escala nacional. Já no Centro-Oeste, Marcelo Oliveira, de Goiânia, destaca que o governador conhece de perto temas centrais da gestão pública, como segurança, desenvolvimento e administração, e por isso aparece como o nome mais forte do PSD neste momento.

Em Belo Horizonte, Nathalia Santana entende que o partido precisa apresentar ao país um candidato competitivo e com personalidade política própria. Na visão dela, Caiado reúne exatamente essas qualidades e ainda pode crescer mais nacionalmente. No Sul, Marília Herman, apoiadora de Curitiba, considera que a saída de Ratinho Júnior ampliou de forma natural o espaço político de Caiado dentro da legenda, consolidando-o como um dos nomes mais consistentes da disputa interna.

Com Eduardo Leite oficialmente pré-candidato e Ratinho Júnior fora da corrida, o PSD entra numa fase decisiva de definição. Nesse contexto, Caiado passa a ser visto por aliados, analistas e apoiadores como um nome cada vez mais central na disputa interna do partido e com condições de transformar um antigo sonho político em candidatura competitiva ao Planalto.

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